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Disfunção Cognitiva: uma doença comum nos velhinhos


Disfunção Cognitiva

A Síndrome de Disfunção Cognitiva é uma doença onde se observam alterações comportamentais progressivas em cães ou gatos geriátricos, que podem ter início a partir dos 8 anos de idade. Contudo, os animais que obtêm um diagnóstico possuem normalmente mais de 11 anos, uma vez que os tutores os levam ao veterinário, quando já existem manifestações comportamentais graves, com implicações na saúde e bem-estar do animal e também na interação com a família.

Nessa doença ocorrem várias alterações nas estruturas cerebrais, contudo o papel de cada uma delas é ainda incerto. E por isso, seu estudo tem sido também estimulado pelas similaridades que apresenta com a doença de Alzheimer em humanos.

Os sinais clínicos são inespecíficos e muitas vezes difíceis de perceber, podendo manifestar-se através de alterações comportamentais, como estado de alerta alterado, tornando-se menos responsivo e/ou menos obediente, dorme mais horas, tem menos capacidade adaptativa, fica confuso em locais familiares e tem menor capacidade de aprendizagem e memória, principalmente espacial e de reconhecimento de objetos.

As queixas comportamentais mais comuns são destruição, defecação e/ou micção em locais inadequados, vocalização excessiva, sinais de ansiedade de separação, excesso de comportamentos territoriais, agressividade, medos e fobias.

O seu diagnóstico pode ser feito com auxílio de testes validados para avaliar a função cognitiva e com a realização de ressonância magnética. Na maior parte dos casos é feito também por exclusão de outras patologias e com base nas manifestações comportamentais.

O tratamento visa minimizar as alterações comportamentais presentes e atrasar a progressão da doença, uma vez que não existe cura. O foco principal da terapia é a melhoria da qualidade de vida do animal e da interação dele com o seu tutor. Para atingir estes objetivos institui-se uma terapia que inclui enriquecimento mental, terapia farmacológica e suplementação nutricional.

O enriquecimento mental é essencial e deverá ser feito de modo gradual, pois a capacidade de concentração e memória desses pacientes é limitada. No entanto, uma vez que o cérebro é um órgão com plasticidade, mesmo que apresente deficiências estruturais, pode ser retreinado e estimulado quanto à aspectos olfativos, auditivos e visuais, assim como em relação às interações sociais.

A terapêutica farmacológica deve levar em conta as possíveis limitações no uso de alguns fármacos e interações medicamentosas no caso de existência de outras afeções comuns dos animais geriátricos.

A suplementação nutricional, com a introdução na dieta de alguns compostos que auxiliam a reduzir a perda neuronal e manter a função cognitiva existente, pode ser benéfica.

Infelizmente, a Disfunção Cognitiva é ainda uma doença subdiagnosticada, estimando-se que a maioria dos animais que padecem desta síndrome não chegam a ser diagnosticados e tratados.

Os tutores reconhecerem sinais significativos de alterações na saúde do seu cão ou gato é essencial para o diagnóstico e tratamento antes do desenvolvimento de complicações e progressão da doença, permitindo aumentar a longevidade, qualidade de vida e bem-estar do animal.

Atualizado em: 16/10/2018

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